| Tecnologia Promissora |
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Foi necessário que dois projetos para implantação de UHEs em plena Amazônia, na Bacia do Madeira, mais precisamente em “Santo Antônio” e “Jirau”, provocassem a inquietude dos ambientalistas nacionais, com repercussões até internacionais, para que despontasse a tecnologia que sempre defendi como viável ao afirmar que, para aproveitar a força das águas correntes não era necessário que se provocassem impactos significativos, especialmente os de natureza ambiental propriamente ditos.
O consórcio FURNAS-Odebrecht está sendo responsável por uma grande mudança de rumos e estratégias na política de aproveitamento hidro-energético nacional e as autoridades não poderão deixar de adotar oficialmente esse caminho, sob pena de uma grande responsabilidade sócio-econômica para com o país e seu povo.
Deixaremos a era dos projetos faraônicos pela grandeza em termos de tamanho (grandes coeficientes de altura, extensão e inundação por megawatt-hora) para a “grandeza” qualitativa de mínimos impactos (baixa altura, mínimo barramento e redução ou extinção de reservatórios) com uma melhor relação desses fatores quanto ao resultado em megawatts-hora. A nova tecnologia permite não submergir grandes áreas já que a barragem usada é de baixa queda, evitando assim a inundação com a formação de grande reservatório. A elevação do nível natural do rio deve coincidir com a altura máxima que ele alcança durante as cheias, ou apenas um pouco além desse limite e a introdução do uso em maior escala das “turbinas bulbo”, de igual ou maior potência, no conjunto, pela multiplicação de unidades instaladas. O brasileiro é mesmo criativo e enquanto o mundo tem usinas nesse sistema com apenas um máximo de 200 a 400 megawatts resultantes, (A China conta com apenas nove, deste tipo, cada uma delas com somente 31 MW. No Japão há uma hidrelétrica que tem turbina com potência maior, de 66 MW, mas só conta com seis turbinas.) Santo Antônio terá 50 turbinas e Jirau 52, com potência entre 70 e 75 MW cada uma. As do complexo Santo Antônio-Jirau serão, portanto, e de longe, as maiores hidrelétricas com turbinas bulbo do mundo, o que nos dará um resultando conjunto de 7.400 megawatts nas duas usinas. A exemplo, duas turbinas destas são suficientes para uma usina de 140MW, e o projeto de BAU I é para 110MW. Compare-se com a fase atual de Itaipu que saltou de 12,6 mil megawatts para uma potência de 14 mil megawatts, e que tem uma barragem de 3 km de extensão, com 196 metros de maior altura - equivalente a 65 andares de edificação e cujo reservatório cobre 1.350 km2. em dois países. Também é importante o rebaixamento do preço de oferta da energia para aproximadamente pouco mais da metade do preço corrente praticado no setor. Saudemos, pois, essa boa nova e esperemos que os investimentos em nossa cidade e região adotem essa tecnologia disponível. |









